Vivemos o "desprendimento".
Putaria virou produto de massa.
Todos querem namorar sem as restrições de ser "o que namora".
Queremos o sexo de filme pornô até sermos descartáveis.
E, quando enjoarmos, queremos o sexo-amor.
Aquele que precisa de amor verdadeiro.
Aquele que está em extinção.
Aquele que está em extinção.
Queremos amar pelo entorpecimento que amar causa a nós mesmos.
Queremos amar sem se doar.
Queremos amar sem se doar.
Queremos amar sem amar.
Somos a geração do egoísmo. Somos a geração do anti-sacrifício.
Somos a geração do egoísmo. Somos a geração do anti-sacrifício.
Balada.
Álcool.
Sexo.
Nossos deuses intocáveis.
Mas alguma hora temos que chegar em casa.
E aí estamos sozinhos.
Inevitavelmente sozinhos.
A solidão machuca a consciência. Pesa. Traz culpa.
A solidão machuca a consciência. Pesa. Traz culpa.
E o que resta?
Resta a próxima noite, a próxima garrafa, a próxima inconsciência, o próximo beijo frio, o próximo sexo numérico, a próxima falsa companhia.
E voltamos sempre para a caótica casa.
Sem nunca querer arrumá-la.
A casa é a nossa alma.
A bagunça é o nosso coração.

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